Leandro Azevedo tem a calma de quem já passou por momentos difíceis e aprendeu a não ter pressa. Fundou a Velle sozinho, sem investimento externo, sem equipa. Falámos sobre o que o levou a criar uma marca de raiz e o que isso lhe custou.
Como surgiu a Velle?
Surgiu de uma necessidade de provar a mim mesmo que conseguia. Não era sobre o mercado, não era sobre dinheiro. Era sobre olhar para trás daqui a uns anos e saber que tentei de verdade. Que não fiquei só com a ideia na cabeça.
Houve um momento em que pensaste em desistir?
Vários. Há dias em que tudo parece demasiado grande para uma pessoa só. Em que olhas para o que falta fazer e não vês o fim. Mas depois há aquele momento em que uma peça fica certa, ou alguém te diz que se identificou com o que criaste, e lembras-te porque começaste.
O que é que a Velle representa para ti, para além de uma marca?
É a prova de que é possível. De que não precisas de condições perfeitas para começar. Precisas de acreditar o suficiente para não parar quando fica difícil. A Velle é isso para mim. E espero que para quem nos acompanha seja também um lembrete disso.
O que queres que as pessoas sintam quando vestem uma peça Velle?
Que são elas mesmas. Sem esforço, sem precisar de explicar nada. Que a peça trabalha com elas, não contra elas. É simples assim.
O que aí vem?
Mais drops, mais intenção, mais honestidade. Nada que não faça sentido. Nunca.